Ribeirão Pires terá Minha Casa, Minha Vida
terça-feira, 4 de outubro de 2011Encontra Ribeirão Pires é a segunda cidade do Grande ABC a aderir ao programa Minha Casa, Minha Vida 2, do governo federal. Conforme o projeto básico da Prefeitura, serão construídos 360 apartamentos em terreno de 720 mil metros quadrados na Avenida dos Manacás, no Jardim Serrano. O investimento será de R$ 65 mil por unidade, mais R$ 20 mil por apartamento repassados pelo governo estadual, totalizando R$ 30,6 milhões em recursos.
As famílias beneficiadas devem ter renda máxima de R$ 1.600 e morar em um dos 33 núcleos prioritários mapeados pela Prefeitura. São áreas de risco, assentamentos precários ou ocupações irregulares em locais como o morro do Careca, Parque Aliança, Jardim Petrópolis e Sítio dos Vianas, entre outros.
Segundo o secretário de Planejamento Urbano, Habitação, Meio Ambiente e Saneamento Básico, Temístocles Cardoso Cristófaro, os apartamentos atendem quase toda a demanda prioritária da cidade, ou seja, as cerca de 400 famílias localizadas em áreas de risco. “Esse número, porém, é uma estimativa. Só teremos certeza após o início do cadastro social.” O cadastro deveria ter começado há 20 dias, mas houve atraso na licitação. A expectativa é que, após a escolha da empresa responsável, seja realizado em três meses.
Ainda conforme o secretário, os apartamentos serão construídos em área de 100 mil metros quadrados. O restante será transformado em parque, como forma de compensação ambiental das obras do Trecho Sul do Rodoanel.
PRAZOS
No momento da adesão, o prefeito Clóvis Volpi (PV) assumiu o compromisso com o superintendente regional da Caixa Econômica Federal em exercício, Gilnei Peroni, de lançar a licitação para escolha da empresa responsável pelas obras até o fim do ano. “Após a assinatura do contrato, o prazo padrão para entrega do empreendimento é de 12 meses”, afirmou Peroni. O superintendente destacou ainda que os imóveis terão parcelas de R$ 50 a R$ 160, conforme a renda do beneficiário, que deverão ser quitadas no prazo máximo de dez anos.
Para Volpi, trata-se de uma conquista que só foi possível após a regulamentação da Lei Específica da Billings, que mudou o uso e ocupação do solo na cidade, toda em área de proteção aos mananciais. “Tínhamos um índice de ocupação de solo que inviabilizava qualquer negociação. A Lei Específica da Billings e as mudanças no Plano Diretor do município tornaram possível a parceria com os governos federal e estadual para a concretização do plano de habitação popular”, comentou o prefeito.
Moradores aprovam chegada de condomínio ao bairro
Os moradores da Avenida dos Manacás veem com bons olhos a construção de apartamentos e de um parque no bairro. Segundo o secretário de Planejamento Urbano, Habitação, Meio Ambiente e Saneamento Básico, Temístocles Cardoso Cristófaro, a área também deve passar por urbanização e regularização fundiária, ainda sem data para ocorrer.
A dona de casa Rita de Cássia da Silva, 32 anos, vive com o marido, três filhos e a enteada em frente ao terreno destinado para o Minha Casa, Minha Vida. Ela pagava aluguel em Mauá e se mudou para a casa do cunhado. “Não sei se posso, mas bem que gostaria de me cadastrar para ter um apartamento nosso”, afirmou.
Mesmo que permaneça no imóvel onde hoje mora, Rita afirmou que a obra trará melhorias. “Principalmente o parque, bem melhor do que ficar essa área vazia aí”.
Mesma opinião tem a vizinha Edna Bispo de Oliveira Brito, 47. Ela reclamou que caminhões têm despejado terra e entulho no terreno vazio. “As crianças brincam por aí e tenho medo que se machuquem. Temos de ficar de olhos abertos.”
Fonte: Diário do Grande ABC