Ribeirão Pires não abre mão de aumentar cadeiras
terça-feira, 16 de agosto de 2011O aumento de cadeiras nas Câmaras de São Caetano, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra está sacramentado e será realidade a partir de 2013. Os vereadores aprovaram por unanimidade a mudança na Lei Orgânica do Município, que determina o teto máximo de parlamentares nas cidades. E nem cogitam reverter quadro.
Apesar do apelo popular contrário ao aumento, a mudança, de acordo com os parlamentares, é adequada. Dizem, até, que ninguém reclamou em suas cidades, onde os projetos foram apreciados sem grandes discussões. Todos entraram no plenário com o aumento consensuado.
São Caetano foi a primeira a aprovar. Em maio, os vereadores decidiram por unanimidade mais seis vagas na Câmara. “Acho que dá mais representatividade aos munícipes. É importante, com mais vereadores, haverá contato com a população”, analisou Paulo Pinheiro (PTB), vice-presidente do Legislativo.
Em junho foi a vez de Rio Grande da Serra. A aprovação ocorreu na última sessão antes do recesso. O projeto de autoria do vereador Manoel Missias Lima (PV) foi transformado em emenda modificativa a LOM e estipulou número de 13 vagas. “Rio Grande é dividido em 57 bairros. Diversos locais ficam sem representatividade”, justificou o presidente da Casa, Waldemar Perillo (PSDB). Edvaldo Guerra (PV) foi mais radical. “Seria melhor um vereador por bairro.”
No primeiro dia após o recesso, os vereadores de Ribeirão subiram para 17 cadeiras. Foram meses de debates para se chegar ao número aprovado. Parte dos vereadores, entre eles, o presidente Gerson Constantino (PV), defendia 15. Edson Savietto, o Banha (PDT), ressaltou que o aumento é interessante, principalmente para os partidos políticos. “Há mais condições de eleger quadros. Muda o coeficiente eleitoral.”
PANORAMA
As demais cidades do Grande ABC ainda não definiram o número de vereadores a partir de 2013. Santo André, São Bernardo e Diadema debatem a quantidade de cadeiras e não têm projeções de quando votarão a alteração. Mauá aprovou em primeira votação a criação de seis cadeiras – que elevará para 23 a quantidade de parlamentares -, mas divergências com outros itens da Lei Orgânica emperram o aval definitivo.
São Bernardo e Mauá poderão ter plebiscitos para saber o posicionamento da população com relação ao acréscimo de legisladores.
Os pedidos de consulta popular foram protocolados nas Câmaras na semana passada e dependem de aval dos presidentes dos Legislativos.
Fonte: Diário do Grande ABC