Ribeirão Pires faz parceria para treinar aprendiz
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012A Prefeitura da cidade Ribeirão Pires firmou, ontem, parceria com o Camp (Centro de Formação e Integração Social) de São Bernardo para que jovens moradores sejam qualificados e consigam colocação no mercado de trabalho da cidade.
Essa oportunidade é favorecida pela Lei do Jovem Aprendiz, 10.097/00, que torna obrigatório para empresas de médio e grande portes a contratação de pessoas entre 14 e 24 anos. De acordo com a legislação, entre 5% a 15% da mão de obra de companhias desse porte devem ser ocupadas por jovens aprendizes.
O Camp, entidade que não tem ligação com o poder público, funciona como escola profissionalizante. E, por conta de os adolescentes estarem próximos de terminar o Ensino Médio aos 16 anos, eles só qualificam a partir dessa idade.
A ideia da parceria entre Ribeirão Pires e a entidade surgiu por conta da alta demanda de empresários do município alegando que não encontravam jovens preparados e que, sendo assim, não tinham como cumprir a lei. “Não tínhamos como treinar essas pessoas, já que a única escola profissionalizante da cidade é uma Etec. Decidimos então procurar o Camp, que já possui estrutura pronta, e ceder espaços onde as aulas serão ministradas. A associação comercial já está disponível”, explica o secretário de Desenvolvimento Econômico de Ribeirão Pires, Marcelo Menato.
A Prefeitura não oferece ajuda financeira. Só faz a interface a fim de ajudar os empresários a conseguir a mão de obra. Quem paga pelo treinamento são as companhias.
Para se candidatar à vaga de jovem aprendiz é necessário estar regularmente matriculado em escola pública, não ter registro em carteira e ter renda por integrante familiar de até meio salário-mínimo (R$ 311). Além de atender a essas características, o candidato é submetido a uma avaliação com questões de conhecimentos gerais.
Conforme explica o gerente de desenvolvimento institucional do Camp-São Bernardo, Dimas Correia, existem dois tipos de cursos oferecidos. Um deles é voltado para a área administrativa, chamado de formação básica para o trabalho. Neste caso, podem participar jovens a partir de 16 anos até 21 anos. “Estabelecemos esse limite porque até os 24 anos o contrato é encerrado”, conta. São seis meses de treinamento, com 415 horas de aula.
O segundo curso é voltado ao alimentador de produção que, por se expor a áreas insalubres, tem que ter acima de 18 anos. O contrato é de 23 meses, sendo que por quatro dias ele fica na empresa e um, ele tem aula do Camp. Neste caso, o treinamento é concomitante ao trabalho.
O aprendiz receberá um salário-mínimo (R$ 622). Para se candidatar, é preciso acessar o site campsbc.org.br, ir no link inscrição e verificar a documentação necessária. Dúvidas podem ser esclarecidas pelo 4322-2300.
Fonte: Diário do Grande ABC