Hospital de Ribeirão Pires só estará completo em 2013
quarta-feira, 7 de março de 2012Inicialmente previsto para abrir as portas por completo até o fim do ano, o novo Hospital e Maternidade da cidade de Ribeirão Pires só deverá ficar pronto em março de 2013. A unidade começará a funcionar parcialmente em maio, dois meses após o prazo dado anteriormente. O atraso foi justificado pelo prefeito Clóvis Volpi, ontem, durante assinatura de convênio com a Caixa Econômica Federal para liberação de R$ 1 milhão para o equipamento, por conta da dificuldade em conseguir mais verba.
O investimento conquistado ontem saiu um ano depois de seu pleito, segundo Volpi. Parte da verba, R$ 600 mil, será utilizada para a compra de elevador e o restante para aquisição de equipamentos. “Já vou licitar a compra de parte dos equipamentos necessários à área de hotelaria do hospital e elevador”, diz. Segundo o prefeito, ainda será necessário pleitear mais verba junto ao governo federal para compra do restante dos equipamentos necessários.
A unidade, que terá 123 leitos, está sendo construída na Estrada da Colônia, entre os bairros Santo Bertoldo e Santa Luzia, e tem a função de substituir o Hospital São Lucas, que será desativado depois da entrega da nova unidade e que hoje atende até 11 mil pessoas por mês no pronto-socorro. O complexo hospitalar absorverá ainda demanda de pacientes de Rio Grande da Serra e parte de Mauá.
A expectativa do então secretário de Saúde, Jorge Mitidiero, em reportagem publicada em outubro, era colocar o setor de emergência da unidade em funcionamento até março deste ano, mês em que a cidade completará 58 anos. Os pacientes contarão com laboratório de análises clínicas, atendimentos ginecológico, pediátrico, clínico, centro cirúrgico obstétrico e maternidade.
O último repasse do governo estadual para custeio da obra – R$ 11 milhões – foi liberado em outubro. Nas duas primeiras fases foram liberados R$ 8,1 milhões, o que garantiu o adiantamento das obras do futuro pronto atendimento.
As obras do hospital começaram em junho de 2008, e a previsão era de entrega em até 18 meses. Após a inauguração, o governo federal contribuirá com R$ 175 mil mensais para manter o pronto atendimento do hospital.
A área que irá abrigar o novo hospital foi adquirida pela administração em 2005 e tem 15 mil metros quadrados. No local já opera a central de ambulância do município.
INVESTIMENTOS
A reunião entre o superintendente da Caixa no Grande ABC, Everaldo Coelho, e o prefeito Clóvis Volpi serviu ainda para que a gerência regional do banco cobrasse mais agilidade por parte da equipe técnica da Prefeitura em relação ao projeto do programa Minha Casa, Minha Vida no município.
As 360 unidades, destinadas a famílias com renda mensal de até R$ 1.600 têm previsão de conclusão de obras em 12 meses, a partir do início dos trabalhos.
Fonte: Diário do Grande ABC