Fábricas de Diadema e Ribeirão Pires cedem a pressão e concedem 10% de aumento
quarta-feira, 21 de setembro de 2011Diversas fábricas metalúrgicas da base do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (São Bernardo, Diadema, Encontra Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra) cederam à iminente paralisação de 70 mil trabalhadores do ramo e ofereceram 10% de aumento salarial. Cerca de 5.000 trabalhadores dos grupos que envolvem máquinas e eletrônicos; autopeças; fundição; aprovaram os valores, que vinham sendo pleiteados há 16 dias. Ato ocorreu ontem, em Guia de Diadema, em momento em que venciam as 48 horas de aviso de estado de greve emitida pela categoria.
A renda desses metalúrgicos será elevada em 2,44% de ganhos reais. Nas últimas propostas, esses percentuais não chegavam a 1,5%.
A massa de trabalhadores conquistou o resultado após 16 dias de paralisações pontuais nas fábricas, somando 100 atos. “Por mais um ano conseguimos um índice igual para todos os metalúrgicos. Apesar de a categoria ser muito diversa, a conquista é resultado de campanha bem definida”, disse o presidente do sindicato, Sérgio Nobre, dando crédito à mobilização dos trabalhadores como diferencial.
Apenas os grupos 8 e 10 não obtiveram o percentual desejado. Ambos envolvem indústria de metais ferrosos, fábricas de itens médicos e outros. Mas sindicato prevê que a classe patronal irá conceder o valor pedido hoje.
Além disso, ficou acertado que cada fábrica realizará, junto à sua comissão interna, a apuração dos valores de abono a serem pagos. Para montadoras, o valor foi de R$ 2.500 e a alta na renda foi de 10%, concedida em agosto. Quanto às cláusulas sociais, porém, nem todas as empresas propuseram licença-maternidade de 180 dias.
Também aprovaram envio de carta à presidente Dilma. Nela, manifestam apoio à decisão de elevar IPI a carros importados. Nobre defende que a política busca “preservar empregos e a produção nacional”.
Fonte: Diário do Grande ABC