Incêndio criminoso em restaurante é mistério para polícia de Ribeirão Pires
quinta-feira, 13 de setembro de 2012No último sábado, dia 08, um dia após o feriado, Valdir Domingos da Silva, proprietário do restaurante Recanto Caseiro, localizado na Avenida Francisco Monteiro, região central da cidade, recebeu uma ligação dizendo que seu estabelecimento havia sido incendiado.
Tudo aconteceu às 5h da manhã, quando o Corpo de Bombeiros de Ribeirão Pires, sob o comando do Sargento Lima, chegou ao restaurante ainda em chamas.
Labaredas muito altas tomavam conta do comércio e o piso de ardósia estralava, saltando do chão por conta da alta temperatura. O estrago foi grande, televisores, computadores, ventiladores, impressoras, estoque de alimentos, freezers, mesas e outros objetos foram perdidos no incêndio.
Ao chegar ao local, a Polícia Militar percebeu que a janela lateral estava aberta e próxima a ela, uma cadeira com marcas de dedos e de tênis, aparentemente utilizada pelo indivíduo que lá entrou. Foi feito um patrulhamento pelas proximidades do estabelecimento, quando avistaram o rapaz K.B.S., 18 anos, em atitude suspeita, e ao seu redor, alguns pacotes de sorvete da mesma marca que estavam no restaurante.
Perguntado a ele sobre o incêndio, o mesmo, que aparentava estar alcoolizado, disse que havia sido ele quem ateou fogo no local, não relatando os motivos.
É aí que começam as dúvidas. Uma padaria próxima ao local do incêndio, flagrou através de câmeras externas de monitoramento, o suspeito K., passando em frente a calçada momentos antes do início do incêndio.
Só que, também viram o suspeito caído, sendo levantado por uma pessoa que passava no local, tentando ajudá-lo, sem êxito.
O proprietário Valdir questiona sobre a autoria do crime.
“Como pode uma pessoa totalmente embriagada, a ponto de não se levantar, conseguir pular uma janela, roubar objetos, atear fogo no local, e sair pela porta da frente? E ao mesmo tempo, por que o rapaz K. disse aos policiais, que havia sido ele mesmo quem colocou fogo no local? E o que dizer dos picolés e pacotes de sorvete ao seu redor?” Essas foram as dúvidas levantadas pelo proprietário do local.
Para o delegado Roberto Santos da Silva, dos fatos não existem testemunhas presenciais, e na delegacia averiguado negou a autoria. Após o depoimento, o averiguado foi liberado.
O proprietário do imóvel, Valdir, disse ainda: “eu torço para que seja apenas um ato de vandalismo, e não uma atitude criminosa. Construí esse restaurante há sete anos, ele é tudo para minha esposa”, finaliza.
Fonte: Folha de Ribeirão